segunda-feira, 5 de março de 2012

Chegou a hora



Meu envolvimento com a causa animal foi previsto. Gostando como eu gosto, mais cedo ou  mais tarde eu ia acabar entrando em uma ONG pra fazer qualquer trabalho voluntário. Cheguei a procurar locais como a Sociedade Protetora dos Animais, mas os horários não coincidiam. Foi então que, depois de receber vários convites da minha amiga e vizinha Ge para participar de algumas reuniões de grupos de protetores (e depois também de conhecer e participar do caso do Negão, um cão super amoroso que foi salvo do abandono), resolvi encarar e levar a coisa bem a sério.

Assim eu fui parar na Brigada Planetária, um grupo sensacional que está ajudando muitos protetores a encaminhar seus resgatados para adoção. A Brigada tem um blog (www.brigadaplanetaria.blogspot.com) e um site recém-inaugurado (www.brigadaplanetaria.com.br), onde vale a pena demais conhecer as ações do grupo.

Fiquei responsável pela atualização do blog e do Facebook do grupo. Ali, com mais de 1000 amigos, recebia todo tipo de informação sobre vegetarianismo: incentivos, críticas, sensacionalismos... enfim, cada amigo (vegetariano ou não) expunha suas convicções da forma que achava melhor. Numa dessas, vi a foto de um filhotinho de porco, com aquele fucinho rosadinho mais gostoso, com um texto que dizia: "Se você ama uns, por que come outros?" É coisa pra se pensar, não é?

Depois de ver várias manifestações sobre o assunto, minha amiga Silvex me contou sobre dois vídeos bem chocantes sobre a forma como funciona o comércio de carne para consumo humano. Demorou muito, mas tomei coragem e assisti primeiro o vídeo brasileiro chamado "A carne é fraca". Sabia que ele era light. Demorei mais duas semanas pra assistir o vídeo "Terráqueos". Ah... esse sim é punk. Na verdade, só vi 20 minutos do vídeo, não quis terminar de assistir. Já tinham me contado sobre esse vídeo e as cenas são bem fortes.

Não adiantava mais: toda vez que comia carne lembrava daquelas cenas. Pra quem não assistiu não parece ser tão terrível, mas quem viu sabe do que estou falando. É impossível não lembrar dos pintinhos que viram ração, dos bois se debatendo... impossível.

Agora não tinha mais jeito. Ou vai, ou racha. Ou pára, ou fica lembrando daquelas cenas pra sempre. Eu resolvi tentar, me dando o direito de desistir se não conseguisse, mas quis pelo menos tentar! Mas antes, uma passadinha no sr. Google pra tentar descobrir o que esse caminho me traria...

Com carinho, Laura

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