quarta-feira, 11 de abril de 2012

A quase vegetariana

Sempre que posso acesso o site www.vegetarianismo.com.br. Como já citei aqui, é esclarecedor. Acabei lendo um texto ótimo que gostaria de dividir com vocês.


Fala sobre o consumo do animal como um produto, com N utilidades. O boi, além de servir como alimento e vestuário, ainda ajuda a produzir fixador de tinta, pneu, vela, pó para extintor de incêndio, pomada para contusões, fósforos, fios cirúrgicos...Gente, nunca passou pela minha cabeça que haveria um subproduto do boi na película dos filmes que vemos no cinema! É tanta coisa que realmente dá pra pensar que o vegetarianismo é impossível de se praticar ao pé da letra.

Por um momento, me vi como a  pessoa do texto. Tava aqui feliz da vida, me achando "blaster" politicamente correta, e dei de frente com uma lista interminável de coisas que consumo que são fabricadas usando derivados do boi.

E agora, José? Desistir?  Voltar a comer carne, já que vou continuar andando na moto que tem pneu, mascando chiclete, usando adesivos na decoração, tomando cerveja? Isso mesmo, a bílis do boi é usada no processo de fermentação da cerveja!!! Vou ficar no escuro quando acabar a luz, já que tem um pedacinho do boi no fósforo e na vela? Devo iniciar alimentação orgânica para os meus cães e gatos para que eles não comam nenhum subproduto animal contido na ração?

Pensei muito nisso e conclui que deixar de comer a carne não vai me deixar com a consciência 100% tranquila (até porque não consegui parar de comer ovos e leite, que também trazem consigo o sofrimento dos bichinhos), mas que já estou dando a minha contribuição, mesmo que ela não seja completa. Conclui também que, pensando em tudo o que contém qualquer coisa de origem animal, nem os veganos conseguem ser isentos do consumo dos animais. Não vou comprar  bolsas de couro, mas vou sim continuar usando xampooo e condicionador! Pelo menos eu parei pra pensar e me tornei mais uma que compra 1kg de soja no lugar de 1kg de carne. Agora prefiro me alimentar de um vegetal que, para ser produzido, consome 1% da água gasta para se produzir a carne. Minha escolha é válida sim.

Se um dia sem carne já é importante, como nos conta o vídeo no início do blog, claro que uma pessoa a menos no mundo comendo carne vai fazer diferença. É aquela história: "sou só uma gota no oceano, mas sem ela, o oceano seria menor"

terça-feira, 10 de abril de 2012

Quem tem padrinho e madrinha...

Gente, coisa boa nessa vida é ter padrinho e madrinha, né?!  Há muito tempo não via minha afilhada Giulia... aproveitei o feriado e a "sequestrei" na casa de sua avó, pra poder passar um tempinho comigo. Além de ser sequestrada, levou susto da Jade e ainda foi minha ajudante e cobaia em mais uma aventura culinária sem carne/sem glúten! Junto com minha mãe e Maria Laura fizemos um pão de batata bem gostoso, que elas comeram até! Olha isso, Simone!


E falando em padrinho, obrigada tio Dé pelo ovo de páscoa delicioso! Quem tem padrinho não morre sem ovo de páscoa! :D

Com carinho, Laura


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Fim de semana culinário

Domingo é dia de almoçar fora. Pra mim, que almoço em restaurante todo dia, é uma bênção quando sou convidada pra almoçar na casa de alguém! É minha chance de comer comida caseira, bem temperada, com um gostinho diferente.

Esse fim de semana foi assim. No sábado almocei na casa da minha sogra, que fez me fez uma omelete deliciosa, pela segunda vez. Lembrei do meu amigo Cook, que acertou em cheio quando me disse que, depois de um tempo, as pessoas iam começar a me agradar com comidinhas deliciosas sem carne! Uma omelete pode ser realmente muito saborosa, depende de como é feita. E minha sogra sabe muito bem como fazer!


No domingo foi a vez da minha mãe "me agradar"! Quem me conhece sabe que eu sou bem folgada nesse ponto: ligo pra ela (na maior cara de pau) e pergunto se ela não quer receber uma visita pro almoço. Pra aumentar minha folga, ainda exigi o cardápio: macarrão sem glúten com molho de carne de soja e creme de leite. Ficou ótimo! Salvas as diferenças, dava pra enganar direitinho. Acho que meu paladar também já está se acostumando com as coisas novas que estou comendo.  Além do almoço delicioso, ainda experimentamos fazer bolo de cenoura sem glúten, mistura de farinhas e hambúrguer de soja para congelar. Vamos precisar de mais testes na receita do hambúrguer, que não deu liga por nada nesse mundo!


As coisas vão se ajeitando, né? Tô vendo a cada dia que passa que existem alternativas saborosas e saudáveis sem carne. Essa história de não comer glúten por 50 dias também me abriu novos horizontes, me fez ver que deixar de comer 3 pães por dia é possível sim, só precisa de um pouquinho de esforço. Encarei essa nova fase como um desafio, que eu adoro e que sempre me ensina muita coisa boa! 

Com carinho, Laura

quinta-feira, 29 de março de 2012

Cachorro quente e comprimidos

Tô eu aqui, quase fazendo uma lista de todos as cápsulas e comprimidos que tô tomando. Com a ida a nutricionista, como comentei na última postagem, iniciei nessa segunda feira o programa alimentar sem o glúten para saber se ele tem alguma coisa a ver com minha enxaqueca. Com o programa veio: cápsula de Ômega 3 (de origem vegetal, claro), farinha de linhaça, amaranto, gergelim, farinha de banana verde, óleo de coco, água flavorizada, cubo verde... é coisa demais!

Pra completar, ainda me aparece uma tendinite no tendão de aquiles que me faz tomar uma injeçãozinha básica, que minha sogra aplicou sem que eu sentisse nenhuma dor, e também um comprimido por 5 dias.

Mas o que isso tudo tem a ver com a carne?! Acontece que tô ingerindo tanta coisa com gosto ruim (imagine tomar um copo de suco com três colheres de sopa de "farinhas" variadas: eca!) que só consigo pensar num cachorro quente, daqueles bem suculentos, com muitos ingredientes e aquela salsicha bem temperadinha... o ruim é que passo em frente a um lugar que vende um desses todos os dias. Falta pouco eu mudar meu caminho, por que por mais que eu fale que nem vou lembrar de olhar pra lá não adianta: parece uma ímã que me faz olhar pra aquelas pessoas super felizes comendo o bendito cachorro quente!

Enfim... vou preferir pensar nesse cachorro quente, acho que dessa forma vou acabar perdendo a vontade!!!
Acho que vai funcionar, né? :)




Com carinho, Laura

sexta-feira, 23 de março de 2012

Novos desafios

Minha visita a nutricionista foi muito proveitosa. Foram 2 horas (isso mesmo, 2 horas!) de esclarecimentos muito importantes. Logo de cara, já sabendo o real motivo da minha consulta, ela me disse que em um mês atendeu 8 pessoas que fizeram a mesma mudança na alimentação: excluíram a carne da alimentação. Isso é ótimo, pois percebi que está acontecendo uma mudança de mentalidade das pessoas. Foi reforçado o que todos já sabem: como algumas vitaminas são encontradas em maior quantidade na carne vermelha, é preciso fazer uma substituição muito responsável dos alimentos. É perfeitamente possível, em nenhum momento ela disse que eu poderia ter algum problema de saúde por conta disso!

Lembram que escrevi sobre a carência da vitamina B12, que me deixou bem doidinha? Pois é, a nutricionista logo tocou nesse assunto. Quando mostrei os resultados dos exames de sangue, foi logo proposto que eu começasse a ingestão das vitaminas do complexo B por comprimidos, para ter certeza que os índices se mantenham na normalidade. Não significa que não preciso me preocupar em comer alimentos ricos em vitaminas B, pelo contrário, vou procurar alimentos ricos nelas para complementar. Fiquei aliviada: maluquete nunca mais! :D

Nunca tinha me consultado com um nutricionista. Ela fala aquelas coisas que já cansamos de ouvir: nada de refrigerante, fritura, congelados, gorduras, adoçantes, alimentos diet/ligh... mas parece que, ouvindo dela, tudo é TERRÍVEL! Tadinha da margarina, minha companheira de longa data! Ganhou uma comparação com plástico que me fez tirar a coragem de comer! A Coca Cola então... virou veneno! Coisas que já estou tão acostumada a comer que só de pensar em parar já parece que não vai dar certo. Mas enfim... um passo de cada vez, né? Se formos fazer tudo o que é considerado "certo" na nutrição vamos comer, praticamente, só alimentos de origem vegetal! Tudo muito sem sabor, vamos ser sinceros!

Sobre a carne, acabei confirmando o que os vegetarianos dizem: é possível sim não comer carne e ser saudável! Só temos que compensar os nutrientes da forma correta! Fiquei super feliz e segura, já que vou começar o acompanhamento alimentar. O programa proposto por ela me impôs um novo desafio: 50 dias sem glútem. Os motivos não envolvem a carne, é apenas uma tentativa de descobrir a origem da minha "amada" enxaqueca. Cenas do próximo capítulo!

Com carinho, Laura

segunda-feira, 19 de março de 2012

Hoje é dia de Nutricionista!

Depois de mais de 2 meses sem comer carne, hoje é que eu vou numa nutricionista! Vamos ver o que ela vai mudar na minha alimentação e quais serão as dicas para não deixar de ingerir nada que prejudique a saúde!

Até lá, vou me deliciar com um Quiche de alho poró que acabei de comprar no restaurante Santíssimus, perto do meu trabalho. Lá é ótimo, pois, ao contrário da maioria dos restaurantes por aqui,  tem sempre alguma opção pra quem não quer carne.

Se quiser aprender a fazer esse prato, segue a dica: http://tudogostoso.uol.com.br/receita/13569-quiche-de-alho-poro.html

Com carinho, Laura

terça-feira, 13 de março de 2012

Socorro!!! Cadê a B12?


Antes de começar esse post, um minutinho da atenção dos que não me conhecem: sou uma pessoa bem avoada e distraída! Todos que convivem comigo sabe que uma manota pode acontecer a qualquer hora e é garantida em qualquer encontro ou conversa pelo telefone. Isso em mim é normal, nasci assim e não há terapia no mundo que me faça mudar! Não tenho orgulho disso não, aliás, passo por situações bem constrangedoras diariamente. Só que, chegando aos 30, já é hora de se aceitar e se assumir com as qualidades e defeitos que formam a sua personalidade. Então, para os desavisados, essa sou eu!

Não adiantou eu saber que deveria retirar a carne do cardápio aos poucos. Não adiantou ler que algumas vitaminas só se encontra na carne. Não adiantou nada a minha pesquisa nesse ponto. Parei assim, de repente, sem nenhum acompanhamento. Comia ovos, tomava leite e me concentrava apenas nas proteínas, só isso. Estava indo bem, super confiante e feliz pela decisão, até que as coisas no trabalho começaram a  a se enrolar.

Eu me sentia bem concentrada, como acontece quando estou trabalhando, mas tudo dava errado! Parecia estar num lugar onde ninguém falava minha lingua! Tudo o que as pessoas falavam comigo eu entendia diferente! Cometi um erro no trabalho e me acabei...  A raiva que tinha de mim mesma me matava. E quanto mais eu tentava corrigir as coisas, mais eu me enrolava.

Certo dia, fui buscar o resultado dos exames se sangue que fiz para saber qual tinha sido o impacto desses dias sem carne na minha saúde. Tudo ok, exceto o mau colesterol e a vitamina B12. Quando fui pesquisar, por conta própria, o que essa vitamina significava... enlouqueci de vez. Cismei que toda a minha distração em excesso e minha dificuldade de concentração eram culpa da carne, ou melhor, da falta dela. Pior que isso: a consulta de retorno na médica que me pediu os exames demoraria muito, ou seja, eu ainda tinha muitos dias pra conviver com essa dúvida.

Só pensava que, se eu estava ainda mais doidinha que o meu normal, as coisas iam mudar muito se eu continuasse com essa dieta; afinal, meu jeito maluquete fazer as pessoas rirem é uma coisa, mas prejudicar meu trabalho é algo bem grave. O resultado disso tudo foram algumas semanas tristes e nervosas.

Quando a médica viu o resultado dos exames, não deu muita importância para a carência da vitamina B12, já que o índice (219) estva muito próximo do normal (221). Disse que nem é provado que essa vitamina altera tanto assim a cognição. Essa resposta não me satisfez e acabei marcando uma ida a nutricionista para esclarecer tudo isso.

A lição que tirei de tudo isso é a seguinte: se for parar de comer carne, não pare de uma vez como eu fiz. Os impactos podem ser malucos! rs

Com carinho, Laura

A primeira vez a gente nunca esquece

Logicamente, meu marido amante de carne estranhou (e muito) a primeira vez que pedi uma salada sem o tradicional e delicioso frango desfiado. Não houve um comunicado que eu iria virar vegetariana, bem típico da Laura. A partir daquele dia, bem no início desse ano, nada de carne.

Com a minha mãe a conversa foi bem franca e sem deboches. Ela não me criticou, apenas me advertiu que isso poderia prejudicar minha saúde. Numa outra ocasião, meu Tio, com seu jeitinho carinhoso e protetor, disse o "não pode" mais doce que já ouvi na vida! Passou longe de uma bronca! Com as outras pessoas a notícia foi sendo dada gradualmente, sem stress.

Até que, no aniversário da minha tia Pi, me deparei com o primeiro churrasco depois da grande decisão. É nessa hora que você pensa em desistir. Ah, aquele cheirinho! Pra quem ainda não se acostumou chega a ser uma tortura! E como as pessoas ainda não sabiam, toda hora alguém me oferecia um pedaço suculento. Que dificuldade passar por isso. Nos primeiros momentos pensei em comer só um pedacinho, mas sabia que se fizesse isso uma vez não conseguiria parar.

Para minha sorte, tinha um delicioso risole de milho, entre outras coisas, que me salvou. Daí por diante, confiava que conseguiria resistir a tudo! Resisti a um churrasco na casa de uns amigos do meu marido, onde o cardápio era exclusivamente carne. Sorte minha que tinha amendoim e Coca-cola, que preenche o estômago e te mantem sem fome por algumas horas.

Já passei por outras "torturas" nesses 2 meses. Nessa listagem posso incluir a panqueca de frango da minha mãe, a mais maravilhosa panqueca do mundo. Tudo bem que nesse dia meu cardápio foi VIP: a minha panqueca foi com carne de soja com mussarela ao molho de tomate. Prefiro pensar que, só daquela vez, minha mãe errou a mão e a panqueca dela estava horrível!!!

Com carinho, Laura


Caça ao tesouro

Quando se procura informações sobre vegetarianismo na internet se encontra de tudo. Muitas informações importantes, outras nem tanto... De cara, gostei de um site, http://www.vegetarianismo.com.br, que tem linguagem clara e uma visão bem abrangente do assunto. Lá li sobre o vegetarianismo relacionado até a religião pra vocês terem idéia.

Foi nesse site que tive uma explicação mais clara sobre o estilo de vida vegano. Tirei o chapéu, viu?! Os veganos não consomem nada que tenha origem animal. Puxa, como eles conseguem? Por que quando você evita um alimento que tem carne, na maioria das vezes, dá de cara com alimentos que tem ovos ou leite. As opções são poucas, principalmente para quem não come em casa. Enfim... fiquei imaginando se eu conseguiria ser vegana, mas logo tive a certeza que não. Parar de comer carne já é tão difícil, não ingerir leite e ovos então...

Li que precisamos fazer a reposição dos nutrientes que deixamos de ingerir; li também que a transição deve ser feita de forma tranquila, lenta e consciente. Nessa verdadeira busca por informações, esse tesouro que deveria guiar as atitudes de quem vai mudar um hábito tão consolidado, conclui que o caminho seria longo e que eu precisaria de muita perseverança para conseguir.

Mas disposição é o que não falta! Adoro o desafio!

Com carinho, Laura

segunda-feira, 5 de março de 2012

Chegou a hora



Meu envolvimento com a causa animal foi previsto. Gostando como eu gosto, mais cedo ou  mais tarde eu ia acabar entrando em uma ONG pra fazer qualquer trabalho voluntário. Cheguei a procurar locais como a Sociedade Protetora dos Animais, mas os horários não coincidiam. Foi então que, depois de receber vários convites da minha amiga e vizinha Ge para participar de algumas reuniões de grupos de protetores (e depois também de conhecer e participar do caso do Negão, um cão super amoroso que foi salvo do abandono), resolvi encarar e levar a coisa bem a sério.

Assim eu fui parar na Brigada Planetária, um grupo sensacional que está ajudando muitos protetores a encaminhar seus resgatados para adoção. A Brigada tem um blog (www.brigadaplanetaria.blogspot.com) e um site recém-inaugurado (www.brigadaplanetaria.com.br), onde vale a pena demais conhecer as ações do grupo.

Fiquei responsável pela atualização do blog e do Facebook do grupo. Ali, com mais de 1000 amigos, recebia todo tipo de informação sobre vegetarianismo: incentivos, críticas, sensacionalismos... enfim, cada amigo (vegetariano ou não) expunha suas convicções da forma que achava melhor. Numa dessas, vi a foto de um filhotinho de porco, com aquele fucinho rosadinho mais gostoso, com um texto que dizia: "Se você ama uns, por que come outros?" É coisa pra se pensar, não é?

Depois de ver várias manifestações sobre o assunto, minha amiga Silvex me contou sobre dois vídeos bem chocantes sobre a forma como funciona o comércio de carne para consumo humano. Demorou muito, mas tomei coragem e assisti primeiro o vídeo brasileiro chamado "A carne é fraca". Sabia que ele era light. Demorei mais duas semanas pra assistir o vídeo "Terráqueos". Ah... esse sim é punk. Na verdade, só vi 20 minutos do vídeo, não quis terminar de assistir. Já tinham me contado sobre esse vídeo e as cenas são bem fortes.

Não adiantava mais: toda vez que comia carne lembrava daquelas cenas. Pra quem não assistiu não parece ser tão terrível, mas quem viu sabe do que estou falando. É impossível não lembrar dos pintinhos que viram ração, dos bois se debatendo... impossível.

Agora não tinha mais jeito. Ou vai, ou racha. Ou pára, ou fica lembrando daquelas cenas pra sempre. Eu resolvi tentar, me dando o direito de desistir se não conseguisse, mas quis pelo menos tentar! Mas antes, uma passadinha no sr. Google pra tentar descobrir o que esse caminho me traria...

Com carinho, Laura

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Um dia, uma semente

É engraçado como a vida nos apresenta novas possibilidades a todo instante... Em 2008 larguei meu trabalho fixo, de carteira assinada, para me aventurar no mundo da decoração e arquitetura. Mesmo sem nunca ter feito estágio em escritórios, resolvi tentar a sorte e também aprender sobre o dia a dia da minha profissão: designer de interiores. Conheci várias profissionais, que foram me indicando para outras pessoas... até que fui trabalhar com 2 pessoas que se tornaram minhas grandes amigas: Fer e Liloca. Tudo blaster bom, meu trabalho era pura diversão!

Liloca é casada com o Cook, um vegetariano convicto, que iniciou a esposa nesse novo estilo de vida. Até então eu não tinha muito interesse por vegetarianismo, tinha aquela ideia formada que a carne é essencial para a saúde. Com a convivência com eles veio a constatação que é possível sim ser vegetariano e saudável, que é possível comer coisas gostosas sem carne e que isso pode ser natural na vida de uma pessoa.

Isso foi há 3 anos atrás. De lá pra cá, continuava sem nenhum estímulo para parar de comer carne. Afinal de contas... como carne desde sempre, minha mãe cozinha maravilhosamente bem e eu simplesmente "amo" o fricassé de frango que ela faz! Como abrir mão disso!? A boca ainda enche d'água quando lembro do peru de natal que a tia Nice faz todo ano, das almôndegas que a vovó fazia... Além disso, meu marido adora um churrasco e na família dele 90% dos encontros acontecem ao redor da churrasqueira.

Dessa forma eu fiquei por muito tempo. Sabia que era possível, mas não tinha a menor força de vontade pra tentar. Igual a refrigerante: dá celulite, tem muito açúcar, estufa o estômago. Mas é gostoso, todo mundo toma e nos eventos sociais ele não falta.

Mas a semente já estava plantada.

Com carinho, Laura

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Que idéia é essa?!

A decisão de parar de comer carne não foi tomada da noite pro dia. Demorou, e muito. Todos vamos concordar que é uma decisão difícil, já que a carne está inserida na nossa cultura de uma forma tão natural que não consumi-la é, no mínimo, estranho para algumas pessoas.

"Você não pode parar de comer carne, vai adoecer!"
"Você não precisa parar de comer carne, isso não é um pecado!"
"Todo mundo come carne, por que você vai ser diferente?!"
"As pessoas vão continuar matando os animais para se alimentar, mesmo que você não coma!"

Esses são os primeiros argumentos que ouvi quando comuniquei minha decisão para algumas pessoas. Cada um me disse uma coisa na tentativa de me convencer que não há problemas em consumir carne. Avaliei todos eles (até os que não foram citados aqui) e mesmo assim mantive minha posição.

Esse blog não está sendo criado para convencer as pessoas a serem vegetarianas. Só quero que, quem o ler, tenha oportunidade de conhecer o outro lado da história. Além disso, gostaria de trocar experiências com quem já tomou essa decisão há tempos e convive bem (ou mal) com ela.

Será que eu consigo!?

Com carinho, Laura